Arquivo de Setembro, 2008

Um companheiro de peso

16 / Setembro / 2008

Várias foram as revoluções promovidas pela Internet, sem contar as outras ainda virão. A que mais me interessou foi ados blogs. Um blog é um espaço próprio no ambiente mais público e universal jamais criado. O blog mudou o jornalismo, a literatura, a crítica, a forma de se ter acesso à informação, entre tantas outras coisas.

Hoje tive acesso a uma coisa inusitada: um blog do José Saramago. A página está hospedada no portal da Fundação José Saramago, e servirá para o mais que admirado autor publique alguma de suas opiniões. De cara, no primeiro post, ele já publica uma obra prima, um texto sobre o seu amor a Lisboa.

O Caderno de Saramago não é só uma ótima oportunidade para os que gostam da literatura. É também uma chamada para o potencial do blog, essa forma tão nova e surpreendente de publicação.Nem sei o que esperar de algo tão interessante. Na verdade, só de pensar em Saramago como um colega blogueiro, que temque se defrontar com links, categorias, posts, nem consigo pensar em mais nada, só ficar admirado com a idéia.

Longa vida a esse projeto, aos Cadernos e a Saramago.

Em tempo:

Fernando Meirelles (que acaba de lançar a adaptação cinematográfica do Ensaio sobre a Cegueira de Saramago) também manteve um blog durante a filmagem de Blindness para tratar sobre os desafios da filmagem. No Diário de Blindness podemos acompanhar várias fases do processo criativo do diretor brasiliano, desde o seu encontro com Saramago, para comprar os direitos de filmagem do livro, até a pós-produção do filme.

Carta de navegação

13 / Setembro / 2008

O que te faz assistir a um filme? Claro que essa pergunta tem várias respostas, mas todas giram em torno de uma questão: interesse. Você pode ver um filme porque quer se divertir, se emocionar. Pode-se ir ao cinema para namorar, ou esperar a tela quente começar para ter o sono embalado por um dos inéditos filmes da Globo. O certo é que não vemos o filme por acaso, há uma razão, e quando a desvendamos acabamos conhecendo muito mais da experiência.

Para se analisar um filme temos que tomá-lo como obra, como meio de comunicação. É como se fosse um livro, um quadro, uma música. Tem tanto a finalidade de entreter como de informar. Os diretores querem dizer algo, os roteiristar querem dizer algo, os atores querem dizer algo. Não podemos esquecer isso, sob pena de não sermos afetados pelo filme e, literalmente, ele passar por nossa vida.

Chego a um ponto crucial então: qual a função do crítico? Procurar detalhes escondidos no filme? Desvendar o filme para os demais espectadores? O crítico, antes de tudo, é um espectador. Um ansioso espectador, inclusive. Creio que a função da crítica é dar ainda mais atenção ao filme do que o normal, procurando todas as razões possíveis da obra. Assim que achar algo interessante o crítico escreve e debate. A crítica não deve ser algo inacessível, deve ser algo simples, antes de tudo.

Essa é minha carta de intenções, mas ela não está completa. Com o tempo (e com muitos posts) pretendo aprimorar meus conceitos.

Tlön, Uqbar, Blog, Orbis Tertius

11 / Setembro / 2008

Certas coisas nos fascinam e amedrontam. Somos seduzidos e pelo objeto ao mesmo tempo em que afugentados por ele. Salvo engano há uma palavra inglesa para essa emoção: awe. É algo como um medo respeitoso, um temor que seduz.

Desde quando parei de alimentar o Sessão Livre que eu sinto tudo isso do primeiro parágrafo. Insisto em voltar agora, em confrontar esse projeto empoeirado. Ou eu o domo ou ele vence!

O primeiro passo é voltar ao clima. Estou estudando, mais uma vez, o básico sobre programação e edição de blogs. Até parece que é coisa difícil… “estudando programação e edição”… Os editores, como WordPress e Blogspot, são muito intuitivos. O trabalho maior é aprender a gerenciar todos os comendos do editor para que o blog fique bem organizado, conciso, com tags, categorias e links dispostos de maneira lógica.

Reaproveitei todas as postagens do blog, considerando o trabalho que deu para fazê-las. Em compensação apaguei toda a edição, as marcações, títulos, tudinho. Tudo novo de novo.


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